sexta-feira, 25 de maio de 2012

Finalização dos estagiários

Hoje dia 25 de Maio de 2012 os estagiários finalizaram a Formação em Contexto de Trabalho (FCT).
Gostámos muito de estagiar no GAF.
Aqui aprendemos a conviver mais com as pessoas, a respeitar e a saber ouvir.

Jornadas Transfronteiriças 2012

O GAF foi convidado pelo Núcleo da Guarda da EAPN Portugal, em colaboração com os núcleos de Brangança e Vila Real e a EAPN de Castilha y Léon para as Jornadas Transfronteiriças 2012 "Muitas vidas, um Baú de Tesouros _ Um olhar sobre os percursos e as estratégias de intervenção junto das crianças e jovens em risco", a realizar dia 5 de Junho de 2012, no Auditório e Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda.
Será responsável por dinamizar um Workshop "A prevenção de riscos em meio familiar a importância da educação parental".
Aguardem pelas fotografias (:
APAREÇAM!!!!!!

Mais miminhos Gafianos de "Espaço de Maiores"




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Encontro da parentalidade

O GAF participou no dia 15 de Maio num encontro "Parentalidade: Muito para fazer, tanto para crescer! Reflexões em torno de diferentes abordagens de intervenção familiar" que aconteceu na Guarda. O Dr. João Santos apresentou os diferentes programas de educação parental e a experiência do GAF na sua implementação.
Deixamos aqui fotos do encontro...





Mais miminhos feitos com o grupo "Espaço de Maiores"

Este grupo está cada vez melhor...Espreitem lá alguns dos trabalhos feitos :)








quarta-feira, 9 de maio de 2012

Novidade

Temos 3 novos estagiários do Curso de Informática e Gestão do IG-Escola Profissional de Gouveia
  1. José Raposo
  2. Eugénio Sousa
  3. Soraia Abreu

Descubra mais sobre esta Escola em ...
IG


quinta-feira, 12 de abril de 2012

IRS
Colabore com o GAF, dando-nos o seu contributo...
Sem custos para o contribuinte, o Estado permite que 0,5% do imposto liquidado reverta a favor das Organizações de Apoio Social e Humanitário Sem Fins Lucrativos.
Basta que preencha no Modelo 3 - IRS, no anexo H do quadro 9 no campo 901, assinalando com um X a sua intenção para ser inscrito no modelo de declaração o nosso NIF - 503 033 634 como entidade beneficiária.
Agradecemos desde já o seu contributo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Encomendas...

Aceitam-se Encomendas
Aceitamos encomendas dos trabalhos feitos com o grupo "Espaço de Maiores" através dos seguintes contactos:

gaf.saudecidada@gmail.com
238 491 694
964 552 795
O GAF deseja a todos uma Páscoa feliz!!!

Mais trabalhos feitos com o grupo "Espaço de Maiores"...





terça-feira, 20 de março de 2012

Atividade com o grupo do IG Escola Profissional de Gouveia

No dia 17/03 realizou-se no GAF uma atividade dentro da acção 4 do projeto "Saúde Cidadã". Os destinatários desta atividade eram alunos do IG- Escola Profissional de Gouveia - Grupo de Voluntariado "Veste a Camisola".
A atividade foi planificada do seguinte modo:
Manhã:
Dinâmica do "Olá" com objetivo de descontraçção dos membros do grupo.
Dinâmica "Exprime-te com o corpo" com objetivo de reconhecer a própría capacidade de exprimir emoções através do corpo e de perceber o estado emotivo dos outros.
Tarde:
Constituição de grupos de trabalho com os temas: Saúde, Igualdade, Empreendedorismo e Educação. Posteriormente foi pedido a cada grupo para apresentar aos restantes elementos através de role-play o resultado final.

Dinâmica do "Olá"
Dinâmica do "Olá"
Dinâmica "Exprime-te com o corpo"
Dinâmica "Exprime-te com o corpo"
Apresentação do trabalho sobre IGUALDADE

Apresentação do trabalho sobre SAÚDE
Apresentação do trabalho sobre EDUCAÇÃO
Apresentação do trabalho sobre EMPREENDEDORISMO
Equipa do Projeto "Saúde Cidadã"
(Alexandra Cabral, João Santos, Ana Cunha, Anabela Cardoso)

segunda-feira, 12 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012




O Projeto "Saúde Cidadã" é um desafio a cada pessoa, a cada grupo e a toda a gente para percorrermos juntos os caminhos da reflexão, do diálogo, das descobertas e das tentativas de mudanças para construir mais saúde e mais cidadania aqui e agora num espaço comunitário cada vez melhor...

Objetivo:
Desenvolvimento da conscientização/praxis das pessoas e grupos face à saúde e à cidadania, quer ao nível individual, familiar, grupal, comunitário ou social.

Destinatários:
Pessoas de todas as idades do concelho de Gouveia que já venham tendo ou se disponham a iniciar encontros regulares focados em interesses comuns no sentido de refletir, face a determinadas situações relacionada com saúde e cidadania.

Metodologia: 
Segundo a metodologia de Paulo Freire aplicada à educação popular e desenvolvimento comunitário (conscientização-praxis dialógica, solidária e libertadora, de pessoas-sujeito, construindo caminhos de mudança no sentido de mais ser individual e colectivo).

Duração do projeto: setembro 2011 - agosto 2012

Co-Financiado por:

Projeto "Aventura Mais: +jovem, +família, +escola, +profissionais"

O Projeto "Aventura Mais: +jovem, +família, +escola, +profissionais", decorreu entre março de 2009 e fevereiro de 2011, no eixo da prevenção no âmbito do Programa de Respostas Integradas do Instituto da Droga e Toxicodependência com intervenção nos Concelhos de Gouveia e Seia. Este projeto contempla a implementação de 2 programas estruturados:
Programa Mais Família - Mais Jovem - Programa de Educação Parental da autoria da Prof. Doutora Maria Filomena Gaspar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Este programa segue os princípios do programa Mais Família-Mais Criança sendo dirigido a pais de jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos cujo objetivo é aumentar a qualidade das relações entre os pais e filhos capacitando os pais para a utilização de estratégias positivas e para a resolução de problemas que surjam na relação.
As temáticas abordadas são problemáticas típicas dessas idades, tais como, “resolução de problemas associados a desempenho escolar/más companhias”, “consequências negativas para os comportamentos inadequados” e os “contratos”.
Foi aplicado em contexto grupal num total de 101 pais.
Programa Mais Jovem Mais - Programa de treino de competências dirigido a jovens com o objetivo de os capacitar para o desenvolvimento do auto-conhecimento, da assertividade e da auto-confiança dotando-os de competências que lhes permitam resistir mais eficazmente à frustração e à pressão dos pares e resolver de modo mais eficaz os problemas e os conflitos. Com vista à realização dos objetivos são trabalhadas ao longo de 14 sessões (podendo realizar-se mais 3) temáticas tais como, “o nosso comportamento é modificável”, “escuta ativa e empatia”, “ignorar”, “auto gestão do stress”, “resolução de problemas/conflitos”.
A autora do Programa é também a Prof. Doutora Maria Filomena Gaspar.
A aplicação deste programa ocorreu em contexto de sala de aula num total de 216 jovens.

Projeto “Uma Aventura no Mundo da Família”


O Projeto “Uma Aventura no Mundo da Família”, decorreu entre julho de 2007 e agosto de 2009 no âmbito do Programa de Intervenção Focalizada financiado pelo IDT pertencendo à categoria de Famílias Vulneráveis. O desenho do projeto assentou num diagnóstico local efetuado por entidades do território abrangido (concelhos de Gouveia, Seia e Celorico da Beira) que demonstrou a necessidade de promover competências parentais em diferentes grupos da população. Abrangeu 143 pais com filhos com idades compreendidas entre os 2 e os 8 anos aos quais foram aplicados 2 programas de Educação Parental estruturados e assentes em evidência científica:
Programa Anos Incríveis - Programa de Educação Parental altamente estruturado baseado nos princípios da aprendizagem social e na abordagem cognitiva. Este programa é da autoria de Carolyn Webster-Stratton PHD, sob a supervisão científica da Prof. Doutora Maria Filomena Gaspar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Coimbra. Tem como objetivo a alteração de comportamentos parentais e práticas educativas ineficazes. Visa promover aptidões parentais como o brincar, o envolvimento dos pais na aprendizagem da criança, a utilização de incentivos e treinos e a aplicação de estratégias disciplinares eficazes na gestão do comportamento da criança. A aplicação deste programa contempla o uso de vídeos (traduzidos após o processo de validação) e a realização de pequenas dramatizações. São também fornecidos aos pais textos relacionados com as temáticas abordadas em contexto grupal.
Programa Mais Família - Mais Criança - Programa de Educação Parental da autoria da Prof. Doutora Maria Filomena Gaspar baseado na intervenção humanista que visa a abordagem nas crenças e representações parentais . As temáticas abordadas ao longo do programa passam pelos “6 princípios da parentalidade positiva”, “fatores de risco e fatores protetores de problemas”, “mensagens EU”, “escuta ativa” e “sistema de pontos”. Os vídeos foram substituídos por um jogo de cartas denominado “palavra puxa conversa”, cujo objetivo é tornar os pais construtores do seu próprio conhecimento, discutindo crenças e gerando alternativas.

Centro Comunitário - “Outro Olhar”

Em 2006 foi criada a valência do Centro Comunitário - “Outro Olhar” com um Acordo Atípico com o Instituto da Segurança Social, I.P.. Esta resposta social, tem como público alvo crianças, jovens, famílias e pessoas com doenças mentais estabilizadas, em situação de exclusão social prolongada no concelho de Gouveia. Tem como finalidade desenvolver programas integrados de apoio à família, visando a promoção da autonomia e o reforço das competências pessoais e sociais em articulação com todas as entidades que trabalham neste domínio. Desde então tem desenvolvido atividades de acompanhamento psicossocial, avaliação e acompanhamento psicológico, treino de competência sociais e parentais, animação socio educativa e atividades ocupacionais.
Esta valência ainda hoje se mantem.

PIEF

 
De setembro de 2004 até 2010 no âmbito do Programa para a Erradicação da Exploração do Trabalho Infantil (PEETI) o GAF foi entidade promotora do Plano Integrado de Educação e Formação (PIEF) que visava combater o insucesso, absentismo e abandono escolar de jovens do Concelho de Gouveia acompanhados pelo projeto “Gouveia Solidária”. 

Livros editados pelo GAF


DA CASA AO TRABALHO
É um livro que relata memórias do fazer:
- Da Casa ao trabalho;
- Tradições Orais;
-Tradições Festivas;
-Jogos e Brincadeiras;
-Relatadas por crianças do 1ºCiclo e Jardins de Infâncias, professora e educadora e Comunidade.




A BRINCAR TAMBÉM SE APRENDE

.É um livro que relata memórias do fazer:
- Tradições Orais;
-Tradições Festivas;
-Jogos e Brincadeiras;
-Relatadas por crianças do 1ºCiclo e Jardins de Infâncias, professora e educadora e Comunidade.



ESTÓRIAS DE ÂNIMO & ACÇÃO

Um inúmero de histórias Infantis em base no circo com as seguintes Historias:
- Convite;
- O circo desceu a cidade;
- O palhaço pobre pega no Saxofone;
- O embaraço do tigre quando deram falta da contorcionista;
- Na corda Bamba;
- E o malabarista conseguia girar as ilhas da fantasia;
- O homem-bala à procura da rede;
- Porque é que ninguém se ri?
- O Chapéu do Ilusionista.

ANIMAÇÃO PALAVRA-CHAVE


O que aqui tentamos transmitir é um repositório precioso de experiência que de alguma forma será possível partilhar. Quanto mais não seja porque, pela sua própria existência, são um testemunho de que é possível mudar alguma coisa, é possível fazer algo de novo. E que a iniciativa, o impulso para criar um novo, também esta nas nossas mãos, esta ao nosso alcance, atendo-nos embora, naturalmente, ao quadro da realidade.

UMA AVENTURA NO MUNDO DA FAMÍLIA


O Projeto Uma Aventura no Mundo da Família pretendeu investigar a eficácia de uma intervenção de Educação Parental para famílias em três Concelhos (Gouveia, Seia e Celorico da Beira).
Pretendeu-se validar a eficácia da intervenção utilizando uma metodologia experimental. Na condição experimental foi implementado o programa parental Incredible Years Basic Program de Webster Stratton. Numa intervenção alternativa, o grupo de controlo com intervenção, os pais participaram num programa de educação parental não baseado em evidência, o Programa Mais Família, Mais Criança da autoria da Professora Doutora Maria Filomena Gaspar (Faculdade Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Coimbra). Esta investigação contemplou ainda um grupo de pais que não foram alvo de qualquer intervenção, constituindo assim um grupo de controlo clássico.
Este livro procura dar a conhecer toda a metodologia utilizada, assim como, os resultados alcançados. É um livro que foi escrito a pensar no futuro. Não podemos garantir a permanência da intervenção nos três Concelhos, contudo, o Grupo Aprender em Festa, entidade executora do projeto tem a expectativa de que as diversas entidades e serviços reconheçam e potenciem as competências em Educação Parental, adotando os princípios do Projeto como uma boa prática. Acreditamos também que o Grupo Aprender em Festa possa ser reconhecido como entidade de referência na formação, mediação e supervisão em Educação Parental, para desta forma, perpetuar a implementação dos paradigmas da Educação Parental.

Contextualização do GAF

Entre os jardins do lúdico, as ruas do diálogo e os becos que excluem.

Jardins
O Grupo Aprender em Festa (GAF) nasceu em Gouveia, em 16 de Novembro de 1989.
Quando o nosso percurso se iniciou, ignorámos que estávamos a começar algo que iria ser longo e tão largo, como aliás nos acontece em muitas situações da nossa vida.
Tudo começou em conversas de café, em reuniões, em serões de partilha e fantasia, e depois em pequenos encontros de procura.
O primeiro foco de atenção foram as crianças, o desenvolvimento das suas capacidades e o insucesso escolar.
O Grupo Aprender em Festa representou então o movimento de quem faz parte do sistema social, como professor, técnico de saúde ou profissional de qualquer serviço, e decide levantar-se da secretária, abrir a porta do gabinete e sair para o jardim, onde a realidade tem outro perfume.
Aí, há espaços para olhar as crianças fora de rótulos de alunos, sãos ou doentes, obedientes ou incómodos para os serviços.
No jardim, as crianças riem, brincam, choram, aventuram-se, descobrem, imaginam, constroem, partilham.
O Grupo Aprender em Festa, nasceu portanto neste jardim imaginário dos olhares, convidando as escolas a abrir-se ao diálogo com a vida à sua volta, desafiando as comunidades a entrar com a sua cultura para dentro da escola e procurando que as crianças se motivassem para desenvolver as suas capacidades, ligando as aprendizagens escolares às vivências e descobertas do dia-a-dia.
Surgiram assim as Festas Comunitárias, através de um desafio aceite por muitas escolas do primeiro ciclo, jardins de infância e respetivas comunidades.
Nesses Encontros, juntaram-se histórias e cantigas, trazidas do fundo da memória dos mais velhos ou criadas pelas crianças nas escolas, reviveram-se trabalhos e serões à moda antiga, levantaram-se questões sobre o futuro, fizeram-se jogos, e sobretudo, viveu-se a Festa através do riso, da dança e da ceia que todos partilharam no fim.
A partir das Festas Comunitárias, nasceu a seguir o Projeto “Da Memória do Fazer à Aventura do Ser”, em que escolas, jardins de infância e comunidades locais se envolveram conjuntamente na valorização do seu património cultural. Este Projeto culminou com a realização de uma Feira de Cultura Popular e com a edição de livros com diversas recolhas efetuadas no concelho de Gouveia.
Por outro lado, desde 1993 passou a funcionar uma Ludoteca Itinerante, que tem percorrido todas as localidades do concelho com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento global das crianças, através de atividades lúdicas, promovendo o diálogo com as famílias e as escolas, e dando especial atenção às crianças que vivem em locais mais isolados.
As Ruas e as Praças
Mas a sociedade não se confina aos jardins.
Por isso, o Grupo Aprender em Festa foi avançando por ruas e praças, encontrou jovens, entrou nos lares de idosos, debateu os problemas do Ambiente, animou jogos e projetos com adolescentes, iniciativas de diálogo entre gerações, etc., etc…
Desta forma, fomos aprendendo a ser motor e suporte da animação de processos de desenvolvimento das pessoas e das comunidades no concelho de Gouveia.
Um exemplo interessante é o do nosso percurso face à animação com jovens.
Começámos por iniciativas pontuais, do tipo lúdico, pedagógico ou cívico, estimulando a cooperação em equipas. Os jovens aderiam e empenhavam-se nas atividades propostas, mas quando a seguir lhes propúnhamos que prosseguissem autonomamente, ficando o Grupo Aprender em Festa apenas com um papel de apoio de retaguarda as iniciativas morriam.
Posteriormente, começámos a promover algum suporte formativo com vista à animação interpares, tendo desenvolvido iniciativas com continuidade ao nível de grupos informais e até uma associação juvenil que se mantém ativa.
A nossa atividade com jovens tem vindo a centrar-se sobretudo no desenvolvimento de comportamentos autónomos, solidários e saudáveis, aprendendo a lidar com situações de risco. Neste âmbito tem havido vários projetos com apoio do Instituto da Droga e da Toxicodependência.
Os Becos
Entretanto, à medida que percorria os espaços dentro das aldeias, vilas e cidades, o Grupo Aprender em Festa foi descobrindo que havia também muitos becos, de onde as pessoas não conseguiam sair.
Becos com pessoas sozinhas, becos com famílias inteiras, becos com aldeias sem futuro.
Então, o Grupo Aprender em Festa arriscou um novo salto na sua existência, e em 1996 candidatou-se ao Subprograma “Integrar”, com o Projeto “Sair do Beco”, para intervir no combate à pobreza e à exclusão social e na promoção do desenvolvimento local.
O Projeto foi aprovado, o Grupo Aprender em Festa passou a dispor de vários técnicos remunerados (até então quase tudo era realizado em regime de voluntariado), arrancou com Cursos de Formação Profissional abertos em especial à participação de pessoas em risco de exclusão, empenhou-se em ações de animação comunitária com maior continuidade, constituiu parcerias com outras entidades locais e entrou no Núcleo Executivo da “Comissão Local de Acompanhamento do Rendimento Mínimo Garantido”, que veio posteriormente a coordenar.
Terminado o Projeto “Sair do Beco”, o Grupo Aprender em Festa viu ser aprovado em 2000, um novo Projeto o “Gouveia Solidária”, no âmbito do Programa de Luta Contra a Pobreza, tendo a Câmara Municipal de Gouveia como entidade promotora, e abrangendo um considerável número de parceiros.
Este Projeto permitiu prosseguir com iniciativas contra a pobreza e exclusão social, promovendo-se medidas continuadas de acompanhamento psicossocial a pessoas e famílias, e procurando-se caminhos favorecedores do desenvolvimento local. Neste contexto, tivemos um papel animador fundamental no processo de arranque e formalização da Rede Social de Gouveia, com a constituição do Concelho Local de Ação Social (CLAS) e aprovação de um primeiro Diagnóstico Social e de um Plano de Desenvolvimento Social.
Mas em 2005 sentimos que o salto iniciado à 5 anos antes se tornava demasiado grande para a capacidade das nossas pernas e estava a transformar-se num pesadelo. Assim, quando terminou o Projeto de Luta Contra a Pobreza, preferimos não fazer nenhuma candidatura ao PROGRIDE, que se lhe seguiu. É o que tentamos explicar a seguir.
Mais Becos do que Esperávamos
Por detrás dos becos que tínhamos vislumbrado, descobrimos outros.
Os processos de exclusão desenvolvem-se, a partir de dada altura, como em círculos viciosos, em que as pessoas marginalizadas se autoexcluem ainda mais, ao mesmo tempo que nas instituições e na opinião pública vai crescendo uma atitude de rejeição face àqueles que não atuam de acordo com as normas sociais.
Todo o sistema de serviços está virado para os utentes cujo comportamento corresponde à expectativa das normas sociais vigentes. Mas a maioria das pessoas que sofre a exclusão social não cabe neste crivo. E, até agora, o próprio Rendimento Social de Inserção, sucessor do anterior Rendimento Mínimo Garantido, não conseguiu ainda flexibilizar-se suficientemente para ser capaz de promover socialmente pessoas “diferentes”.
A par de tudo isto, os chamados “apoios governamentais, comunitários e autárquicos” têm exigências, atrasos ou cortes que dificilmente se compatibilizam com recursos ao alcance de Associações sem fundos próprios e situadas nos meios rurais, que acabam por ter de se contrair empréstimos para evitar descontinuidade nas iniciativas e nos pagamentos a quem trabalha, ao mesmo tempo que grande parte das suas energias se dispersam em burocracias e cumprimentos de normas e regulamentos, que lhes são impostas com prejuízo evidente no trabalho no terreno.
Não menos importantes são as barreiras com que nos confrontamos em virtude das nossas próprias carências de meios para construir alternativas inovadoras face aos problemas que vamos identificando, já que aquilo que procuramos não pode ser dado por serviços burocratizados ou técnicos alheios às realidades com que nos debatemos.
Ontem e Hoje
Assim, desde 2005 investimos em projetos de nível “micro” e em áreas que considerávamos serem prioritárias e estarem ao nosso alcance. Naturalmente, continuámos a cooperar como parceiros no Projeto “Gouveia em Desenvolvimento”, no âmbito do PROGRIDE, que agora termina, além de participarmos no CLAS, no Núcleo Local de Inserção (NLI), e de mantermos atividades lúdicas com crianças e iniciativas de animação com jovens. No entanto, os nossos maiores investimentos passaram a ser: a) O Centro Comunitário “Outro Olhar”, a funcionar através de um protocolo com a Segurança Social, da qual recebemos desde 2007 uma verba anual que fica muito aquém do que necessitaríamos para o acompanhamento regular de crianças, adultos e famílias em risco de exclusão, pelo que o grupo que temos vindo a abranger corresponde a menos de metade das pessoas identificadas, estando a dar-se prioridade nomeadamente a algumas situações problemáticas em saúde mental; b) As iniciativas de formação e apoio em educação parental, iniciadas em 2003 e estruturadas sobretudo a partir de 2007 através do PIF “Uma Aventura no Mundo da Família”.
Amanhã
Se alguma coisa temos aprendido ao longo destes vinte anos de intervenção comunitária, é que os caminhos para sair dos becos que nos condicionam passam necessariamente pelo processo de conscientização das Pessoas e das Comunidades a partir dos desafios da vida em cada contexto concreto, assumindo potencialidades e buscando respostas solidárias no sentido do desenvolvimento do Ser.
É certo que neste percurso de vinte anos, teremos perdido alguma Festa que trazíamos no início, e adquirimos em troca uma certa dose de amargura e desencanto, à medida que nos vamos confrontando com novos obstáculos.
Mas também é verdade que neste momento está bastante mais consolidada a nossa convicção de que a palavra Desenvolvimento se deve ler de baixo para cima e ter dentro de si pessoas comunidades de corpo inteiro, com necessidades e recursos, motivações e limites; que a palavra Cultura é uma árvore cujo tronco pode subir muito acima de todos os becos, desde que os ramos se entrelacem com os do Desenvolvimento; e que a palavra Cidadania só faz sentido na medida em que as pessoas e comunidades se apropriem dos processos de construção futura de cidades mais livres, mais solidárias e, por isso, mais capazes de continuarem a aprender o sentido da Festa.